O compliance é, em sua essência, o compromisso com a conformidade, o alinhamento rigoroso a normas, leis, regulamentos e princípios éticos
Longe de ser um conjunto isolado de regras, o compliance funciona de forma integrada à cultura organizacional, estabelecendo um modelo de atuação voltado à prevenção de riscos e à proteção do interesse público.
Dentro desse contexto, o compliance não deve ser interpretado como um entrave às atividades assistenciais, administrativas ou acadêmicas. Sua função é servir como um instrumento de segurança para a instituição, para os profissionais e para a própria sociedade.
Ele oferece o suporte necessário para que as atividades ocorram dentro de parâmetros previsíveis e éticos. Na prática, a conformidade se materializa nas decisões cotidianas. Ela se faz presente no respeito aos fluxos institucionais, na declaração transparente de potenciais conflitos de interesse, na observância das normas internas e na recusa a benefícios inadequados.
São essas escolhas diárias que fortalecem a integridade da instituição e mitigam riscos legais, éticos e de reputação. No setor público, e especialmente na área da saúde, essa prática ganha uma dimensão ainda mais relevante.
O manejo de recursos coletivos e o cuidado com a vida humana exigem condutas responsáveis, estritamente alinhadas aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Mais do que assegurar o cumprimento de normas, o compliance contribui para a consolidação de uma cultura institucional preventiva.
O objetivo é que a tomada de decisão responsável seja uma diretriz constante, orientando o comportamento profissional de forma ética em todas as esferas de atuação. Para dúvidas, orientações ou necessidade de esclarecimentos, o canal de contato é compliance@hc.fm.usp.br.
Publicado em 23/01/2026