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Ano I - Edição 11 - 01/07/2024 a 07/07/2024

Redação e foto: Assessoria de Comunicação e Imprensa FMUSP. Estudo da FMUSP revela que adesão à Dieta da Saúde Planetária pode desacelerar o declínio cognitivo

Estudo da FMUSP revela que adesão à Dieta da Saúde Planetária pode desacelerar o declínio cognitivo


Artigo publicado na revista científica Nature Aging aponta uma associação entre a adesão e a renda dos participantes

Pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) descobriram  evidências de que a adesão à Dieta da Saúde Planetária (PHD, na sigla em  inglês), proposta pela Comissão EAT-Lancet, pode retardar consideravelmente  o declínio cognitivo, especialmente em indivíduos de maior renda. Os  resultados, publicados na revista Nature Aging, destacam os benefícios  potenciais de hábitos alimentares que priorizam a sustentabilidade ambiental e  a saúde humana 

O estudo “Adesão à dieta de saúde planetária e declínio cognitivo: descobertas  do estudo ELSA”, coordenado pela Profa. Dr. Claudia Kimie Suemoto, que atua no LIM-66 (Laboratório de Investigação Médica em Envelhecimento), envolveu  11.737 participantes, ao longo de oito anos. A idade média dos participantes  no início foi de 51 anos, com um número maior de mulheres (53,9%), pessoas  brancas (52,8%) e com nível universitário ou maior (56%). 

Os resultados revelaram uma associação significativa entre maior adesão à  dieta e um declínio mais lento na memória, sendo que a renda se mostrou um  fator modulador importante. Os participantes de alta renda apresentaram um  declínio mais lento na memória e na cognição global em comparação com  participantes de baixa renda.

Com base na alimentação relatada pelos participantes, o consumo de vegetais  de folhas verdes escuras, aves e menor consumo de óleo pode ser associado a  um declínio mais lento da cognição global. De modo geral, os indivíduos de  alta renda apresentaram maior adesão aos componentes da dieta como nozes,  carne vermelha, aves, vegetais, tubérculos e açúcar. Já os participantes de baixa  renda preferiram feijões, peixe, frutas, laticínios, óleos e gordura animal. 

A não observação de uma associação significativa entre adesão à dieta e  declínio cognitivo em participantes de baixa renda sugere possíveis desafios  socioeconômicos no acesso e manutenção dos padrões alimentares da PHD.  “Os resultados do nosso estudo destacam que a promoção de padrões  alimentares saudáveis deve considerar as barreiras de renda, assim como as  diferenças nos hábitos alimentares, para alcançar uma maior adesão”, explica a  pesquisadora.

O artigo completo pode ser acessado aqui.

Redação e foto: Assessoria de Comunicação e Imprensa FMUSP.

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